Alimentos que Fortalecem o Sistema Imunológico Contra o Coronavírus

Atualizado: Set 10

Em tempos de Coronavírus aquela frase “você é o que você come” se aplica mais do que nunca. Uma alimentação adequada ajuda a fortalecer o sistema imunológico, tornando as pessoas mais resistentes a organismos patógenos como vírus, bactérias e outros agentes infecciosos.


Evitar produtos processados e industrializados e consumir alimentos variados e frescos trazem benefícios. De acordo com a coordenadora de alimentação escolar da Secretaria Municipal de Educação, Ionara Laiz Verdin Camargo, a alimentação saudável precisa ser um hábito. “Os alimentos industrializados são carregados de toxinas, então é necessária a limpeza do organismo para o reforço da imunidade”, pondera.


Alimentos anti-inflamatórios, antioxidantes, probióticos e ricos em vitamina C, selênio e zinco devem fazer parte do cardápio, pois, ou aumentam a produção de glóbulos brancos, que elevam os níveis de anticorpos e combatem os microrganismos, ou ajudam a evitar a contaminação. Ao invadir o organismo, vírus e bactérias ativam o sistema imunológico, o que provoca série de reações com o intuito de eliminar os agente agressores.



A má alimentação é apontada como um dos fatores do enfraquecimento da imunidade. Quando somados ao estresse, insônia ou sono insuficiente, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo e problemas emocionais, a possibilidade de ficar doente aumenta exponencialmente. O estresse, por exemplo, aumenta a produção do cortisol, hormônio que reduz a defesa do organismo.


Uma dieta balanceada como um todo ajuda o organismo a se manter preparado contra invasores. “Se o indivíduo se alimentar corretamente, seu sistema imunológico estará competente, independentemente do tipo de infecção”, informa a nutricionista Deise Cristina Caramico, professora do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, em entrevista à SAÚDE.


Deise conta que temos de investir em fontes de todos os nutrientes, porém destaca alguns que dão uma força especial. “Eles favorecem os glóbulos brancos, que são as nossas células de defesa”, complementa.



Proteínas: alimentos de origem animal (carne vermelha e branca, leite, ovos) e leguminosas (feijão, soja, ervilha, grão de bico). “Recomendo comer leguminosas junto com cereais, como arroz e milho, para que um complemente o outro”, ensina Deise. Essa mistura fornece aminoácidos de ótima qualidade.

Zinco: carnes de todos os tipos, principalmente a vermelha, derivados de animais e frutos do mar.

Magnésio: leguminosas, oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas) e verduras folhosas.

Selênio: a principal fonte é a castanha do Pará ou do Brasil.


Vitamina A: está presente em fontes de gordura (queijo, gema do ovo) e em vegetais de coloração alaranjada, como manga, mamão e cenoura.



Vitamina C: o micronutriente mais famoso quando citamos imunidade é ofertado por frutas cítricas (laranja, mexerica, maracujá, limão, abacaxi).


Complexo B: “É composto por várias vitaminas disponíveis em todos os grupos. Então é necessário ingerir um pouco de cada”, raciocina a profissional. Lembrando que a B12 é encontrada apenas naqueles de origem animal. Por isso, os veganos precisam considerar suplementos, com orientação profissional.


O papel da microbiota intestinal


Além de fortalecer a imunidade, eles estimulam sua atuação. Os probióticos são micro-organismos que colonizam nosso intestino e promovem diferentes benefícios eles fazem parte da composição de iogurtes e leites fermentados. Já os prebióticos são, digamos, a comida dos micro-organismos que integram a microbiota. Estamos falando das fibras da cebola, da aveia e por aí vai.


E os suplementos alimentares?


Na época de gripe, a procura nas farmácias por suplementos de vitaminas, principalmente da C, costuma aumentar. É possível que o mesmo aconteça na pandemia atual.

A professora explica que só é necessário lançar mão desses produtos caso haja diagnóstico de algum nutriente em falta.

“Se a alimentação de uma pessoa é balanceada, ela já recebe esses elementos nas quantidades suficientes para manter a boa performance do sistema imune”, assegura.


A recomendação para quem não tem um cardápio bacana é, em um primeiro momento, mudar esse comportamento. “Agora, se não resolver, ela poderá usar suplementos”, conclui Deise.


E nunca esqueça, "o maior tolo de todos é aquele que sabe o que deve fazer e mesmo assim decide não fazer." Portanto, comece hoje mesmo a melhorar a sua alimentação, leve cores para a sua mesa. Saiba que essa simples mas poderosa ação poderá prevenir o que nenhum de nós deseja.


Espero que você tenha aproveitado essas maravilhosas dicas. Vamos seguir juntos para um amanhã muito mais verde!



Fontes de pesquisa:

www.saude.abril.com.br

www.jaraguadosul.sc.gov.br

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